sábado, 15 de novembro de 2008


Foucault e o Protesto dos Moradores ...
Nessa semana, as coisas ficaram um pouco confusas: os Moradores do Bairro onde esta localizada a Universidade em que estudo resolveram fazer um protesto. A empreitada contou com pneus queimados, vaias e a presença da polícia, que nada fez. O motivo de tudo, segundo o que me contaram, foi a retirada de dois quebra-molas no local, o que foi o suficiente para a população se descontentar e protestar frente à Instituição onde estudo.
Chegamos à Instituição em meio a muitas vaias e muita gente se perguntava o que a faculdade tinha a ver com o problema dos quebra-molas, se essa questão é competência do município; bem, eles mesmos perguntavam e eles mesmos respondia: " A Universidade não tem nada a ver com isso, que gente ignorante", "Que falta do que fazer, nós não temos nada a ver com isso, eles tinham que protestar na frente da Prefeitura ", ou ainda "Tudo bem em protestar, mas eles tinham que ter buscado os meios legítimos".


Fico estupefata quando vejo que meus caros colegas não conseguem enxergar o que está bem diante do nariz deles: o fato de que o poder não está concentrado nas mãos de um só - nem mesmo se esse um só for o Estado. O poder se exerce um rede e, portanto, a população oprimida não é totalmente oprimida e é dotada de meios para também deter uma parcela de dominação sobre alguém, e até mesmo sobre o próprio Estado. É aí que entra o Foucault e foi isso que os meus companheiros não conseguiram ver. Eles tem uma visão um pouco clássica demais não: de um lado está o Estado, do outro, o povo; de um lado a Burguesia, do outro, o proletariado ... Pena que as coisas não são tão simples assim ! O Poder não se concentra em uma só mão, ele está distribuído ... logo, a população descontente não agiu mal; se o poder está em rede, a Universidade pode influenciar na questão dos quebra-molas ...
Pois é, os "Mortos de fome", como muita gente disse, agiram muito bem; agora os "preibóis", precisam tomar umas aulinhas sobre Foucault ... Hahahaha !


Beeeijos!

9 comentários:

janelasdavida disse...

Oi, minha amiga! Obrigado pela visita! Ah, as coisas vão bem, mas tem pessoas que a gente gosta, os quais sabemos que daqui algum tempo irão embora... É como sentir saudade de alguém, amigo/ amor antes que vá embora...
Ah, minha esposa tbm se chama Fernanda! Espero tua visita mais vzs... E continue lutando pelo que acredita! Em Universidade é assim mesmo, tem gente que é analfabeto político e não percebe que o poder de mudar as coisas está na ponta do nariz...
Bjs!

TRÍPTICO(POEMAS)FERNANDA disse...

Olá querida Fernanda, gostei do texto, votos de um bom Domingo... Beijinhos de carinho,
Fernandinha

Shakti disse...

As pessoas têm o direito de protestar...obrigada pela visita no meu canto ...é sempre bem vinda !!

bj

Gilbamar disse...

Vi seu comentário no blog da amiga Joice e resolvi conhecer seu espaço virtual. Fiz muito bem! Encontrei inteligência, criatividade e conhecimento. E acabei ficando fan, por isso voltarei sempre por aqui. Parabéns por seu maravilhoso blog!

Deixo meu fraterno abraço amaigo.

ºDreº disse...

Obrigada.
-
Gostei daqui.
Tá linkada.
Beijos

João da Silva disse...

Ah, agora você me levou aos devaneios mais profundos...

Há uma obra em que Michel Foucault deu a Roger Pol-Droit três entrevistas.

O filósofo-entrevistador pergunta a Foucault, lá pela página 69 da obra, sobre suas filiações intelectuais. Embora assumindo que o filósofo-entrevistado não gostasse de ser perguntado sobre quem é, arriscou:

"Gostaria que o chamássemos de historiador?" E Foucault: Eu me interesso (...)pelo trabalho que os historiadores fazem, mas quero fazer outro.

O entrevistador insiste:
- Devemos chamá-lo de filósofo?
E o gênio "pirotécnico" diz que também não. "O que eu faço não é absolutamente uma filosofia. E também não é uma ciência cujas justificativas ou demonstrações temos o direito de exigir-lhe."

Finalmente, a última questão: " como você se definiria?"
E o Mestre "Eu sou um pirotécnico. Fabrico alguma coisa que serve, finalmente, para um cerco, uma guerra, uma destruição. Não sou a favor da destruição, mas sou a favor de que se possa passar, de que se possa avançar, de que se possa fazer caírem os muros."

E por aí vai. Lindo! Adorei seu texto, adoro Foucault, adorei você.
Beijinhos carinhosos do João

Flôr de Azeviche disse...

Olá, obrigada pela visita =)
Beijos e belo blog

Cleo disse...

Oi Fernanda, obrigada pela visita, adorei.
Teu blog é um blog cabeça, parabéns!
Vou levar teu link.
Beijos, excelente semana aproveitando o restinho de lua cheia ainda até amanhã.
Cleo

Jurema disse...

Oi, Fernanda tudo bem contigo?
Tu pode ser minha seguidora sim!!!!
Eu amo este tipo de leitura e os classicos históricos tambem!!
O meu blog tem de tudo um pouco e eu
me sinto feliz que tu gosta desses
romances!!!


Beijooo!!!!Sempre que quiser apareça!